PÓS-PANDEMIA: UMA NOVA OPORTUNIDADE PARA FAZER MAIS EXERCÍCIO FÍSICO

Artigo de Ricardo Escada - Fisiologista do Exercício
19 out 2021

No início do ano de 2020, a Organização Mundial da Saúde declarou pandemia à incontrolável transmissão do coronavírus (SARS-CoV-2). Vivemos, por isso, momentos de isolamento social imposta pelos governos dos vários países. Nessa altura, recomendava-se que as pessoas mantivessem as suas rotinas (adaptadas à nova realidade) e fossem fisicamente ativas.

Foram vários os organismos públicos (e não só), que fizeram um esforço em promover a atividade física através dos “passeios higiénicos”. Mesmo na China, na cidade de Wuhan, conhecida por ser o epicentro inicial da doença, recomendaram às pessoas dar continuidade à prática de atividade física mesmo dentro de casa.

Em Portugal, e um pouco por todo o Mundo, foi notória a adesão da população a programas de exercício físico virtual e a práticas de atividade física ao ar livre, como as caminhadas, inclusive por pessoas que eram inativas antes da pandemia. Surge, então, uma nova oportunidade para fazer mais exercício físico.

Qual a importância de nos mantermos ativos?

São conhecidas as consequências da inatividade física e os benefícios da atividade física, principalmente no sistema cardiovascular/metabólico e imunológico.

Estudos apresentam evidências de que a redução do comportamento sedentário, ou seja, a redução do tempo que permanecemos sentados ao longo do dia, tem uma relação direta com saúde.

São conhecidas as consequências da inatividade física e os benefícios da atividade física, principalmente no sistema cardiovascular/metabólico e imunológico.

Estudos apresentam evidências de que a redução do comportamento sedentário, ou seja, a redução do tempo que permanecemos sentados ao longo do dia, tem uma relação direta com saúde.

Com o isolamento social, a população passou a adotar uma rotina mais sedentária, aumentando dessa forma o tempo de inatividade física.

Esse comportamento levou a um aumento no ganho do peso corporal e de comorbilidades associadas a maior risco cardiovascular, como obesidade, aumento da pressão arterial, bem como transtornos psicossociais, nomeadamente ansiedade e depressão, em crianças, adolescentes, adultos e idosos. Sabe-se que o risco do vírus SARS-CoV-2 infetar o sistema respiratório é maior na presença de um sistema imunitário debilitado.

Por outro lado, a literatura evidencia que o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares e mortalidade e um sistema imunitário debilitado é reduzido com hábitos de vida fisicamente ativos. É também uma ferramenta excelente para diminuir os sintomas decorrentes da ansiedade e depressão.

Com o isolamento social, a população passou a adotar uma rotina mais sedentária, aumentando dessa forma o tempo de inatividade física.

Esse comportamento levou a um aumento no ganho do peso corporal e de comorbilidades associadas a maior risco cardiovascular, como obesidade, aumento da pressão arterial, bem como transtornos psicossociais, nomeadamente ansiedade e depressão, em crianças, adolescentes, adultos e idosos. Sabe-se que o risco do vírus SARS-CoV-2 infetar o sistema respiratório é maior na presença de um sistema imunitário debilitado.

Por outro lado, a literatura evidencia que o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares e mortalidade e um sistema imunitário debilitado é reduzido com hábitos de vida fisicamente ativos. É também uma ferramenta excelente para diminuir os sintomas decorrentes da ansiedade e depressão.

O exercício físico surge como uma estratégia para se manter fisicamente ativo, mesmo após ter sido infetado com o coronavírus (SARS-CoV-2).

Na minha opinião, caso tenha sido infetado, recomendo alguma cautela no início da prática do exercício físico. Deve privilegiar programas de exercício com intensidade moderada, porque o sistema imunológico está fragilizado. Em caso de insegurança, deve consultar um técnico de exercício físico que o ajude nesta fase.

O exercício físico surge como uma estratégia para se manter fisicamente ativo, mesmo após ter sido infetado com o coronavírus (SARS-CoV-2).

Na minha opinião, caso tenha sido infetado, recomendo alguma cautela no início da prática do exercício físico. Deve privilegiar programas de exercício com intensidade moderada, porque o sistema imunológico está fragilizado. Em caso de insegurança, deve consultar um técnico de exercício físico que o ajude nesta fase.

Em suma, se por um lado a fase pandémica levou ao surgimento de comorbilidades, por outro, despertou o interesse das pessoas em se manterem fisicamente ativas. É por uma nova oportunidade para adotar um estilo de vida mais saudável e ativo.

Referências:

1. Trembley M, et al. Sedentary Behavior Research Network (SBRN) – Terminology Consensus Project process and outcome. Int J Behav Nutr Phys Act. 2017; 14: 75;

2. Ferreira M J, et al. Physically Active Lifestyle as an Approach to Confronting COVID-19. Arq Bras Cardiol. 2020;114(4):601-602;

3. Filho E S, et al. Comment on “The importance of physical exercise during the coronavirus (COVID-19) pandemic. Rev Assoc Med Bras (1992). 2020;66(9):1311-1313.

Artigo de Ricardo Escada - Fisiologista do exercício

Gosto muito do que faço, faz parte do que sou! Mas também adoro partilhar momentos com a família e amigos. E viajar… adoro viajar. Mas para desfrutar ao máximo desses momentos há uma coisa que é preciso, Saúde! Para isso, acredito no equilíbrio entre o exercício, a alimentação, o descanso e a socialização para um bem-estar pleno.

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