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COLESTEROL ALTO: ESTATINAS, ARROZ VERMELHO OU OUTRO SUPLEMENTO?

Artigo de José Ferreira Santos - Cardiologista
3 abr 2023

Muitas pessoas com o colesterol elevado e indicação médica para tomar estatinas colocam-me esta questão na consulta.

É do conhecimento geral que:

• Um nível elevado de colesterol no sangue é um fator de risco cardiovascular.

• Se o colesterol no sangue não for controlado, pode aumentar significativamente o risco de ocorrer um evento cardiovascular.

A primeira intervenção para reduzir e controlar os níveis de colesterol no sangue é simples e está ao alcance de todos: Ter uma alimentação equilibrada e fazer exercício físico regularmente.

• Um estilo de vida saudável pode reduzir os valores de colesterol em cerca de 5% a 10%.

• Por exemplo, se alguém com um valor de colesterol de 210 mg/dL começar a ter uma alimentação cuidada e fizer atividade física, poderá reduzir os valores em 10 a 20 mg/dL.

Em algumas pessoas, esta redução absoluta do colesterol pode ser o suficiente para passar a ter valores adequados à sua idade e situação clínica.

É do conhecimento geral que:

• Um nível elevado de colesterol no sangue é um fator de risco cardiovascular.

• Se o colesterol no sangue não for controlado, pode aumentar significativamente o risco de ocorrer um evento cardiovascular.

A primeira intervenção para reduzir e controlar os níveis de colesterol no sangue é simples e está ao alcance de todos: Ter uma alimentação equilibrada e fazer exercício físico regularmente.

• Um estilo de vida saudável pode reduzir os valores de colesterol em cerca de 5% a 10%.

• Por exemplo, se alguém com um valor de colesterol de 210 mg/dL começar a ter uma alimentação cuidada e fizer atividade física, poderá reduzir os valores em 10 a 20 mg/dL.

Em algumas pessoas, esta redução absoluta do colesterol pode ser o suficiente para passar a ter valores adequados à sua idade e situação clínica.

Atenção:

• O nível adequado de colesterol no sangue varia com a idade e com a existência ou não de outros fatores de risco cardiovascular como: hipertensão arterial, consumo de tabaco, diabetes, entre outros.

Assim:

• Antes de assumir que tem a certeza de que o seu colesterol tem um valor adequado, fale com o seu médico! 

• Não avalie os resultados das suas análises pelos valores de referência, porque estes não têm em conta as suas particularidades.

Quando as medidas de estilo de vida não são suficientes

Acontece, por vezes, que não é possível implementar as medidas de estilo de vida necessárias, ou que, mesmo com estas, não se conseguem atingir os resultados desejados.

Neste caso, o médico pode recomendar a toma de medicação para controlar o colesterol.

Mas, o objetivo desta medicação vai para além da redução dos níveis de colesterol.

• É fundamental que a redução do colesterol seja acompanhada por uma prevenção eficaz de eventos cardíacos, como é o caso do enfarte agudo do miocárdio e do acidente vascular cerebral.

Os medicamentos mais usados para controlar os níveis de colesterol são as estatinas.

• Há várias estatinas, com potências diferentes, que podem reduzir o colesterol entre 20% a 50%. 

• A medicação com estatinas tem demonstrado provocar uma redução consistente do risco de ocorrer um evento cardíaco e de se desenvolverem doenças cardiovasculares.

O facto de as doenças cardiovasculares serem a principal causa de morte e de anos de vida perdidos é, pois, a principal razão que justifica a prescrição de estatinas a quem efetivamente delas precisa.

Mas afinal, é ou não possível substituir as estatinas por suplementos?

Responder a esta questão tem sido o objetivo de vários estudos, um deles publicado já em 2023.

Neste estudo, os investigadores seguiram 190 doentes com as seguintes características:

• Idades entre 40 e 75 anos, com uma média de 64 anos;
• 59% eram mulheres;
• Colesterol LDL entre 70 e 189 mg/dL, com uma média de 128 mg/dL;
• Sem história pessoal de doença cardiovascular, mas com algum grau de risco cardiovascular;
• Nenhum a fazer medicação para o colesterol.

Neste estudo, os investigadores seguiram 190 doentes com as seguintes características:

• Idades entre 40 e 75 anos, com uma média de 64 anos;
• 59% eram mulheres;
• Colesterol LDL entre 70 e 189 mg/dL, com uma média de 128 mg/dL;
• Sem história pessoal de doença cardiovascular, mas com algum grau de risco cardiovascular;
• Nenhum a fazer medicação para o colesterol.

Os 190 doentes foram distribuídos aleatoriamente por um dos seguintes grupos de tratamento:

• Rosuvastatina (estatina) 5 mg/dia
• Óleo peixe natural (ómega-3) 2400 mg/dia
• Extrato de canela 2400 mg/dia
• Alho com alicina 5000 µg/dia
• Curcuma 4 500 mg/dia
• Esteróis vegetais (fitoesteróis) 1 600 mg/dia
• Levedura de arroz vermelho 2400mg/dia
• Grupo placebo, que tomou um comprimido sem ingrediente ativo e, portanto, sem efeito.

Todos os doentes receberam o tratamento do grupo a que pertenciam durante um mês e foi avaliado o seguinte:

• Redução dos níveis de colesterol;
• Efeitos secundários do tratamento.

Os principais resultados e conclusões do estudo foram os seguintes:

• A rosuvastatina, única estatina usada no estudo, reduziu os valores de colesterol-LDL (colesterol das lipoproteínas de baixa densidade) em 38% e do colesterol total em 24%.
• Todos os suplementos usados provocaram uma redução marginal dos níveis de colesterol e alguns deles até aumentaram os valores de colesterol;
• A levedura de arroz vermelho foi o melhor suplemento, mas apenas reduziu o valor de colesterol em 7%, muito abaixo da redução obtida com a rosuvastatina;
• Nenhum dos suplementos foi melhor que o placebo, o que significa que, na população estudada, tomar suplementos ou não tomar nada teve exatamente o mesmo impacto na redução dos níveis de colesterol;
• Os efeitos secundários foram exatamente iguais em todos os grupos, mesmo nos doentes que tomaram estatina, que não tiveram nenhum efeito secundário grave.

Outros fatores a considerar para além da saúde

Frasco de medicamento com coração

Uma vez que os suplementos têm um efeito limitado na redução do colesterol, o fator financeiro pode ser decisivo para uma escolha acertada.

Basta uma pequena investigação sobre os preços para perceber que será necessário pagar muito mais por um suplemento, do que por uma estatina. A longo prazo, basta fazer as contas.

Somando a tudo isto a evidência de que as estatinas têm provado a sua eficácia na redução de eventos cardíacos, a minha resposta é simples:

Opte pela estatina sempre que esta lhe for prescrita por um médico!

Artigo de José Ferreira Santos - Cardiologista

Como médico, recomendo frequentemente aos meus doentes que mudem o seu estilo de vida para minimizar o risco ou controlar a sua doença cardíaca. Acredito que ter conhecimento significa ter o poder para fazermos melhores escolhas. As escolhas certas para termos uma vida longa, com mais energia e feliz. É essa a minha motivação pessoal!

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