Cardio da Vida
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AFINAL, QUANTOS PASSOS POR DIA SÃO RECOMENDADOS?

Artigo de José Ferreira Santos - Cardiologista
11 out 2021

Atualmente, é relativamente simples quantificarmos o número de passos diários, com recurso a aplicativos de smartphones ou a relógios ou pulseiras que monitorizam a atividade física.

Algumas dessas ferramentas recomendam o valor de 10 000 passos por dia como o número ideal. No entanto, o número de passos diários que deve ser considerado como objetivo para a prevenção de doenças, em geral, e para a proteção cardiovascular, em particular, não é completamente consensual.

Em pessoas idosas e com doenças crónicas, com restrição da mobilidade, 10 000 passos por dia pode ser demasiado.

Nos jovens e adultos, que praticam desporto regularmente, 10 000 passos por dia pode ser um objetivo pouco ambicioso.

Vários estudos têm avaliado o impacto do número de passos diários no risco de morte, incluindo a morte por doenças cardíacas e por cancro.

Num estudo publicado em 2021, foram avaliados 2110 indivíduos, com idades compreendidas entre os 38 e 50 anos (média de 45 anos), cujo número de passos diários foi contabilizado com recurso a um acelerómetro. Os indivíduos incluídos no estudo foram depois seguidos durante um período médio de 10 anos e foi avaliada a relação entre o número de passos medido e o seu risco de morte por doença.

Nos indivíduos que faziam pelo menos 7000 passos por dia, comparados com os que faziam menos, o risco de mortalidade foi 50-70% inferior. O grupo que fazia mais do que 10 000 passo por dia também teve menor mortalidade, mas não se verificou um ganho significativo adicional, quando comparado com a meta dos 7000 passos por dia.

Este estudo complementa os resultados de um outro, previamente publicado, onde o maior benefício absoluto se registou nos indivíduos que fazem mais de 8000 passos por dia. Também neste estudo, quando comparados o grupo que fez 8000 passos por dia com o grupo que fez menos de 4000, verificou-se uma redução de 50% no risco de morte e de 50% no risco de doenças cardiovasculares.

Curiosamente, a intensidade dos passos não afetou os benefícios na mortalidade, em nenhum dos estudos, pelo que o importante é mesmo andar!

Quanto maior o número de passos por dia, maior o benefício obtido, sendo que um objetivo de pelo menos 7000- 8000 passos por dia pode ter benefícios importantes na redução do risco de doenças cardíacas e no aumento da sobrevivência. Se é sedentário e decidir começar a fazer caminhadas, pode fazê-lo de forma progressiva e com objetivos adequados à sua capacidade.

Este estudo complementa os resultados de um outro, previamente publicado, onde o maior benefício absoluto se registou nos indivíduos que fazem mais de 8000 passos por dia. Também neste estudo, quando comparados o grupo que fez 8000 passos por dia com o grupo que fez menos de 4000, verificou-se uma redução de 50% no risco de morte e de 50% no risco de doenças cardiovasculares.

Curiosamente, a intensidade dos passos não afetou os benefícios na mortalidade, em nenhum dos estudos, pelo que o importante é mesmo andar!

Quanto maior o número de passos por dia, maior o benefício obtido, sendo que um objetivo de pelo menos 7000- 8000 passos por dia pode ter benefícios importantes na redução do risco de doenças cardíacas e no aumento da sobrevivência. Se é sedentário e decidir começar a fazer caminhadas, pode fazê-lo de forma progressiva e com objetivos adequados à sua capacidade.

Para começar a caminhar, o Cardio da Vida sugere que comece por AQUI!

Artigo de José Ferreira Santos - Cardiologista

Como médico, recomendo frequentemente aos meus doentes que mudem o seu estilo de vida para minimizar o risco ou controlar a sua doença cardíaca. Acredito que ter conhecimento significa ter o poder para fazermos melhores escolhas. As escolhas certas para termos uma vida longa, com mais energia e feliz. É essa a minha motivação pessoal!

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